10 principais custos de um apartamento e como se preparar parar eles

23 agosto 2019

Casal organizando a planilha de gastos de seu apartamento

Conquistar o próprio apartamento pode ter diversos significados: o início de uma vida em família, o alcance da independência financeira ou até a garantia de mais tranquilidade por deixar a vida de aluguel no passado. Mas é essencial saber os custos de um apartamento para traçar as melhores estratégias de compra do imóvel dos sonhos.

Um exemplo de como o planejamento bem-feito pode auxiliar sua vida financeira é comparar os benefícios que os diferentes tipos de empreendimentos oferecem. Enquanto um apartamento próximo às grandes vias requer menos tempo no trânsito, um condomínio com área de lazer significa mais momentos de relaxamento com a família.

Já no que se refere à economia, apartamentos com medição individual de água ou gás se traduzem em maior controle financeiro. Caso você esteja buscando o imóvel ideal, continue a leitura, conheça os 10 principais custos de um apartamento e veja dicas de como se preparar para todos eles!

1. Condomínio

O condomínio de um apartamento surge como o primeiro item da lista — não por representar a despesa mais alta dessa empreitada, mas sim porque é parte essencial desse tipo de empreendimento. Como já diz seu próprio nome, o condomínio é um tipo de propriedade dividido por várias famílias.

Assim, cada morador garante a privacidade em sua respectiva unidade (seja em condomínio de apartamentos, seja de casas) e, de quebra, usufrui da área comum a todos. Geralmente, esse espaço é bem equipado e atende aos mais diversos gostos.

Prova disso é que as construções mais modernas equipam os condomínios com:

  • piscinas adulto e infantil;
  • quadras poliesportivas;
  • espaço fitness (coberto);
  • salão de jogos;
  • espaço gourmet com churrasqueira;
  • Kids room (espaço interno);
  • playground infantil (área externa);
  • espaço fitness (descoberto ou ao ar livre).

Dessa forma, todos os membros da família podem encontrar opções do seu agrado. Como é rateado entre as unidades, o preço do condomínio costuma ficar mais barato nas propriedades cujo número de moradores é maior. Tenha essa observação em mente e não descarte grandes condomínios por receio do valor não ser acessível ao orçamento familiar.

A dica é sempre buscar e colher informações antes de tomar a decisão do local e do empreendimento a ser escolhido. Solicite orçamentos, converse com agentes imobiliários e avalie com cuidado e atenção a construtora ou imobiliária em questão.

2. IPTU

O chamado IPTU, uma sigla tão conhecida, nada mais é do que a abreviação de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Isso significa que o valor é cobrado apenas de quem é dono de algum imóvel urbano, que pode ser um apartamento, uma casa ou até mesmo uma sala comercial. A questão é: se a propriedade for construída em uma região urbanizada, o imposto incidirá.

Seu pagamento será realizado à prefeitura do município onde o imóvel estiver construído, portanto o valor do IPTU pode variar de cidade para cidade. O que não sofre alteração é a base utilizada para sua cobrança, independentemente do tamanho da propriedade.

Desse modo, a prefeitura utiliza um valor venal da propriedade (que é o preço base do imóvel) e o multiplica pela alíquota do imposto estabelecida pelo Poder Público, uma taxa percentual. O resultado dessa conta é a quantia em reais a ser paga a título de IPTU.

Vale lembrar que esse imposto geralmente é parcelado em pequenas mensalidades durante o ano, mas há um desconto considerável se for quitado em um único pagamento. O motivo para essa facilidade é a intenção de diminuir os atrasos por parte dos contribuintes, considerando que todo o valor pago passa a compor os fundos do município.

3. Conta de água

Entre as contas do consumo, a água ocupa um papel de destaque justamente por ser essencial nos banhos diários, na utilização de descargas e nas lavagens de roupa ou louça, por exemplo. Em outras palavras, o uso desse bem garante saúde e bem-estar.

Sua medição é realizada em volumes utilizados e, nos condomínios, pode ser cobrada de duas maneiras: a partir da leitura do gasto de forma única (ou seja: pelo total do condomínio, com rateio do valor entre as unidades) ou por meio da individualização da cobrança. No segundo caso, cada apartamento conta com um medidor individual, o que assegura um melhor acompanhamento dos custos mensais.

Vale ressaltar que a medição individual de água vem sendo cada vez mais adotada nos condomínios, principalmente em construções mais recentes e modernas. Por ser uma forma mais justa de cobrança, considerando que uma família de duas pessoas pode vir a gastar muito menos água do que uma república com cinco adultos, a dica é optar por condomínios que ofereçam tal facilidade aos moradores.

Também é importante lembrar o básico: para que essa conta não assuste e para economizar água, vale maneirar na duração dos banhos, evitar o desperdício de água na hora da escovação dos dentes e escolher a descarga correta para o seu imóvel. Trata-se de pequenos detalhes que ao final do mês farão uma grande diferença no que se refere à economia de dinheiro. Seu bolso e o planeta agradecem!

4. Conta de luz

Já a conta de luz é necessariamente individualizada por unidade de moradia: cada apartamento tem seu próprio leitor de energia e recebe, mês a mês, a conta com o valor referente àquilo utilizado. O que acontece nos condomínios, no entanto, é a necessidade de rateio da energia que é usada nas áreas comuns do prédio, por meio da divisão do valor total dessa conta entre os moradores.

A iluminação dos halls, corredores ou garagens e o uso de elevadores, bem como a utilização de aparelhos plugados à tomada em eventos do condomínio, são exemplos do uso da eletricidade que é cobrada de forma geral, ou seja, sem individualização da conta por unidade. Para facilitar a cobrança, é usual que o condomínio discrimine esse valor nas despesas mensais do prédio, de forma a integrar o boleto enviado aos moradores.

As dicas para economizar na conta de energia elétrica são:

  • ficar atento às luzes acesas sem necessidade em casa;
  • não demorar nos banhos — principalmente se o chuveiro for elétrico;
  • evitar aparelhos eletrônicos ligados sem necessidade;
  • utilizar a luz natural do empreendimento como auxiliar nessa empreitada, a partir da composição de ambientes com vidro e diversas janelas.

Já no que se refere à conta de luz do condomínio, uma boa sugestão é conversar com o síndico e levar a proposta de encontrar saídas sustentáveis. O uso das placas de energia solar para aquecer a água da piscina, por exemplo, é uma medida que já vem sido utilizada em alguns condomínios e garante mais economia ao final do mês.

Acertar no tipo de lâmpada também é uma dica bastante simples e eficiente, bem como desligar alguns elevadores em horários de menor uso. A redução da conta de energia do prédio implicará em uma menor taxa de condomínio, portanto deve ser promovida e incentivada por todos os moradores.

5. Conta de gás

Outra maneira de economizar na conta de energia elétrica é optar também pelo uso do gás para aquecimento. Isso significa que a energia vai ser empregada basicamente na iluminação e no uso de aparelhos eletrônicos, ao passo que o gás terá destaque no aquecimento de água.

Como o aquecedor nada mais é do que um aparelho retangular (que parece um caixote), complementado por uma tubulação, sua instalação é prática. Geralmente localizado na área de serviço do apartamento e fixado na parede, esse objeto não atrapalha a circulação, tampouco desagrada em relação ao fator estético.

Pelo contrário: seu uso traz diversas vantagens. A primeira delas é o banho quentinho, promovido pelas altas temperaturas alcançadas, uma vez que os aquecedores a gás podem garantir temperaturas de até 80 graus Celsius. Se você não dispensa um banho bem quente, o aquecedor a gás se mostra uma melhor alternativa em relação ao chuveiro elétrico.

Já quanto às torneiras, quem cozinha sabe que a água quente é essencial quando se tem o objetivo de desengordurar a louça suja. Portanto, a água quente é uma ótima aliada nesse momento — além da promoção de maior conforto durante os afazeres domésticos quando as temperaturas caírem, em época de inverno e outono.

Por fim, como a conta de gás é individualizada por unidade, seu uso garante um maior controle financeiro. Ao final do mês, por meio da combinação do aquecimento de água a gás e do uso da energia elétrica com consciência, é possível verificar uma maior economia de dinheiro.

6. Internet

No mundo atual, com diversas pessoas conectadas simultaneamente, a conta de internet não poderia ficar de fora dessa lista. O uso da web praticamente substituiu a contratação dos pacotes de TV em muitas residências, justamente com o surgimento de aplicativos e programas que permitem ao usuário assistir a séries e filmes de forma online.

Considerando que cada apartamento pode optar ou não pela contratação desse pacote e a diversidade das modalidades de serviços existentes, não é necessário mencionar que o seu custo é cobrado de forma individualizada da unidade contratante.

Os condomínios que desejam oferecer sinal de Wi-Fi para seus condôminos, com o objetivo de tornar a área comum do prédio mais bem equipada, podem contratar o serviço e discriminá-lo na conta mensal a ser rateada pelos moradores. Há quem diga ser desnecessário, mas nada mais gostoso do que utilizar a academia de ginástica com o Wi-Fi disponível para rodar a playlist musical do treino.

Por fim, diante da diversidade de pacotes de internet disponíveis no mercado, a dica para economizar é pesquisar com calma e atenção. Quando tiver tempo, avalie todas as empresas, compare os benefícios oferecidos, verifique a velocidade da conexão e, ao final, use todas essas informações para barganhar.

Se você gostou mais do provedor X, mas a empresa Z está cobrando menos, converse com os consultores da primeira companhia e informe que o preço oferecido está mais alto no mercado. Pode parecer que não em um primeiro momento, mas nenhum fornecedor de serviços quer perder a clientela para o concorrente. Seja cordial, use os dados colhidos a seu favor e garanta uma ótima economia!

7. Despesas com manutenção

Não é segredo para ninguém que os gastos com moradia existem — principalmente para quem é dono do próprio imóvel. Por isso, é essencial saber que as despesas com manutenção serão necessárias e, para que tais custos não se tornem frequentes, o morador deve cuidar bem do seu cantinho.

Esses gastos têm início antes mesmo da entrada no apartamento, independentemente de ser um imóvel antigo ou um empreendimento que acabou de ser construído. Mas vale lembrar que a propriedade precisa ter certas condições para garantir uma boa moradia.

É importante que a fiação esteja protegida, que as trancas das portas funcionem corretamente e que as telas nas janelas estejam firmes, por exemplo. Tai cuidados são válidos principalmente se você tiver filhos pequenos ou for dono de algum bichano.

Para garantir mais segurança e bem-estar, faça um check-list antes de se mudar para o apartamento dos sonhos e evite surpresas desagradáveis, como uma infiltração não observada no banheiro da suíte ou um erro de finalização no gesso da sala.

Em um segundo momento, coloque na conta a necessidade de lavar os sofás e tapetes de forma esporádica, fazer a manutenção dos aparelhos eletrodomésticos quando for necessário e trocar o ferro de passar roupa quando o objeto já estiver vazando água, entre outras inúmeras possibilidades.

No que se refere a problemas estruturais do apartamento, também é importante ter em mente que pequenas questões podem surgir. A dica é não se desesperar e fazer uma poupança para possíveis gastos com o imóvel mês a mês. Caso necessário, não se esqueça de pedir indicações e, claro, de comparar os preços daquele eletricista, encanador ou dedetizador recomendado.

8. Financiamento

O financiamento imobiliário é uma alternativa excelente para quem quer deixar de pagar aluguel, mas ainda não poupou o dinheiro suficiente para comprar um imóvel à vista. Como essa alternativa funciona praticamente como um empréstimo, o solicitante já garante a propriedade em seu nome e passa a quitar o valor total a partir de parcelas mensais.

Mais especificamente, o chamado financiamento imobiliário é uma linha de crédito concedida por instituições financeiras. Para desfrutar do serviço, o interessado precisa recorrer à essa instituição — um banco, geralmente —, solicitar o financiamento e levar a documentação exigida, como comprovação de renda e documentos pessoais.

A partir da escolha do imóvel e do aceite da instituição financeira, o bem é quitado em sua totalidade perante o vendedor, ficando o requerente do financiamento responsável por acertar sua dívida com o banco por meio de parcelas mensais. Vale lembrar, no entanto, que essa cobrança será acrescida de correção monetária e taxa de juros, tudo de acordo com o contrato previamente estabelecido e assinado entre as partes.

Também é importante notar que o tipo de financiamento pode variar de acordo com o solicitante e baseado na necessidade de cada consumidor. Se o contrato de financiamento estabelecer um prazo de 20 anos como teto para pagamento e você quiser quitar o bem em 10 anos, por exemplo, as parcelas mensais serão mais condensadas, ao passo que o prazo para pagamento vai diminuir.

No que se refere ao valor de entrada do imóvel, o comprador precisa estar ciente de que pode ser cobrado um valor específico a título de entrada do financiamento, como forma de demonstrar a real intenção de adquirir determinado bem. Tal quantia pode variar a partir da renda mensal do solicitante e também é passível de negociação.

Por isso, se a sua intenção for financiar o apartamento dos sonhos, pesquise pelas instituições financeiras que realizam o serviço, compare as condições oferecidas, negocie com base nesses dados e, por fim, avalie minuciosamente os detalhes do contrato para fugir de enrascadas. Com todas as informações reunidas, certamente o seu financiamento imobiliário será um sucesso!

9. Seguro

Existem diversos tipos de seguro pelo mundo afora, como seguro viagem, seguro desemprego, seguro de veículos, entre outros. Todos eles têm uma finalidade em comum: a proteção contra imprevistos, seja de forma financeira, seja efetivamente promovendo um atendimento médico.

No caso da compra de uma propriedade, é importante incluir o seguro imobiliário nos custos de um apartamento, justamente como forma de evitar grandes dores de cabeça e, claro, dinheiro gasto de forma desnecessária.

Essa modalidade, assim como qualquer outro tipo de seguro, pode ter diferentes apólices e diversos objetos inclusos para proteção. No entanto, vale lembrar que, quanto maior for a extensão do contrato, mais protegida estará a sua propriedade.

Basicamente, esse tipo de seguro deve ser contratado para a proteção do apartamento em casos de incêndios, nos quais o fogo destrói paredes, eletrodomésticos e móveis. Além disso, a cobertura básica é estendida a situações de explosões de panela de pressão ou do aquecedor a gás e também às quedas de raios, que podem vir a causar estragos na fiação e nos aparelhos eletrônicos.

Ou seja: em hipóteses mais graves e que podem vir a deixar vítimas, o seguro imobiliário é necessário. Como precaução, é importante que o serviço seja incluído nos gastos do apartamento. Mais além, é válido refletir sobre a necessidade de contratar um seguro que proteja o bem imóvel de inundações, vendavais ou impactos de veículos.

A ideia de que prevenir é sempre melhor do que remediar é bastante válida nesse contexto. No que se refere aos bens imóveis, a contratação de um bom seguro pode vir a significar uma boa economia de dinheiro no caso de algum imprevisto de impacto.

10. Instalações e acabamento

Por fim, os gastos com a finalização do ambiente ao gosto do freguês também devem ser contabilizados na lista. Isso porque, apesar de não parecer, os custos com lâmpadas, lustres, boxes, protetores de tomada ou assentos de vasos sanitários, entre outros, requerem o desembolso de uma boa quantia.

A decoração também não pode ser deixada de fora, considerando que é ela quem dá o toque final ao apartamento. Certamente há diversas formas de economizar também nessa etapa, mas é fundamental ter em mente que uma parte do orçamento precisa estar voltada às instalações e ao acabamento do imóvel dos sonhos.

Nesse sentido, a tecnologia pode ser usada como uma boa alidada para economizar na etapa de finalização: inicialmente, com as inúmeras lojas online que fornecem os mais variados produtos para construção e decoração.

Em um segundo momento, também é possível encontrar tutoriais no YouTube sobre decoração sustentável e econômica, bem como blogs que discorram sobre o assunto. O tema da moda, por exemplo, é o uso dos famosos pallets para a decoração da sala, do quarto do casal ou mesmo da varanda.

Por fim, os objetos que se encontram nessa lista de acabamento também podem ser buscados em mercados ou armazéns. Isso facilita a vida do consumidor no momento de decorar um apartamento e torna possível a concretização do imóvel dos sonhos com a diminuição de custos.

Como a dica de ouro é sempre pesquisar para comparar os preços, faça o mesmo nessa fase final e monte o seu cantinho personalizado. Boas compras e boa decoração!

Não se esqueça de que saber quais são os custos de um apartamento é essencial a quem deseja adquirir sua casa própria. Tal cuidado é valido tanto para evitar imprevistos graves quanto para economizar no início de uma vida em família ou na empreitada de viver só.

Leia e releia nossas dicas, pesquise, compare preços, não tenha vergonha de barganhar e, finalmente, coloque tudo em uma planilha. Inclua os gastos com condomínio ou IPTU, as contas de água, luz e gás, as despesas com manutenção, o valor do financiamento e do seguro e, claro, o preço do acabamento das instalações.

Com todo esse cuidado e controle, a mudança para o apartamento dos sonhos será marcada apenas por momentos positivos. Prepare o caminhão e boa mudança!

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