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Arte moldada a fogo e sopro se destaca na decoração

02 julho 2012

O murano imprime requinte à decoração da casa, além de ser uma boa pedida para colecionadores e apreciadores de obras de arte






O fogo e o sopro dão forma e cores às peças raras de vidro murano, transformadas em objetos de desejo de colecionadores e decoradores. A técnica artesanal ganhou vida, no fim do século 19, na ilha italiana de Murano, próxima a Veneza, e conquistou o mundo pela história e pela beleza das peças carregadas de transparência, tons e formas únicas.

Como toda obra de arte, o vidro artesanal de Murano é valorizado como peça de colecionador. De acordo com Rauf Carneiro, proprietário de antiquário em Brasília, quanto mais rara e mais elaborada é uma peça, mais cara ela se torna. Ele explica ainda que existem empresas no Brasil que fabricam o vidro, com técnica parecida e alguns até recebem o nome murano, mas o original é fabricado na Itália. “O valor é subjetivo, pois é uma peça de arte. Algumas podem custar 10 mil dólares em leilões na Europa. No Brasil, os formatos mais comuns custam em torno de R$ 2 mil, e os mais elaborados podem chegar a R$ 4 mil”, informa.



Destaque na decoração dos ambientes, o vidro murano pode ser usado em diferentes espaços. As cores e transparências aumentam as possibilidades de composição e, de acordo com a designer de interiores Susana Salles Brancaglion, não existe uma regra para o uso das peças. “Desde que componham bem o ambiente, tudo é válido”, garante. Para ela, o vidro remete à leveza e à nobreza de um objeto de arte e este fator imprime à decoração um toque de requinte e sofisticação.

Susana explica que cada tipo de peça pode ser agregado aos ambientes de acordo com a proposta e estilo. “Peças foscas, coloridas e envelhecidas dão um tom mais rústico e chique. As mais transparentes ou com bolhas na sua composição ficam bem para estilos clássicos ou contemporâneos com a proposta de fazer referência aos anos 1950, 1960 e 1970. Peças mais abstratas, lisas, transparentes ou coloridas dão bom tom a decorações modernas e vanguardistas”, orienta.

Isoladas ou combinadas em nichos espalhados pelos ambientes, as peças no antiquário de Rauf Carneiro chamam a atenção pelas cores, sempre alegres, que ganham destaque com a iluminação. “O vidro cresce com a luz”, aponta. Segundo ele, a procura pelos objetos se dá, em alguns casos, pelo sentimento de nostalgia. “Nos anos 1950, havia murano em muitas casas. As peças acabam por trazer lembranças da casa da avó, da mãe ou da tia. Então, algumas pessoas procuram os objetos por causa da memória afetiva”, diz.

Alternativas



O custo elevado das peças faz com que muitos clientes optem por peças nacionais ou chinesas, que cumprem a função decorativa e não pesam no bolso. Assim, alguns profissionais preferem trabalhar com materiais alternativos ao vidro murano italiano. É o caso da arquiteta Fabianna Manzur, que aconselha equilíbrio na hora de compor os ambientes com objetos de vidro. “Vasos, esculturas, quadros e centros de mesa são adornos indispensáveis na decoração. Na escolha dessas peças, que dão o toque final ao ambiente, é importante estar atento às cores, formas, dimensões, texturas; equilibrá-las entre si e com o ambiente, para alcançar uma composição rica e harmoniosa. Muitas peças no mesmo material podem deixar a decoração monótona e pouco original, a diversidade é muito válida desde que haja equilíbrio”.

Fonte: Lugar Certo / Foto: Divulgação

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