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Casa própria: como realmente funciona o financiamento de imóveis?

26 agosto 2017

Você está pensando em comprar uma casa própria, mas não sabe como realmente funciona o financiamento de imóveis? Não se preocupe: você está no lugar certo! Acompanhe nosso artigo e tire suas dúvidas. 




Financiamento de imóveis: como funciona

A lógica do financiamento de imóveis é bem simples: o comprador se interessa por um imóvel e recorre a um banco para financiar o pagamento. Após análise, o banco paga ao vendedor a quantia financiada, e a obrigação do comprador passa a ser com a instituição financeira.

Enquanto o financiamento não é quitado, o imóvel está vinculado ao comprador e ao banco, não podendo ser negociado durante o período.

Atualmente, é possível encontrar opções de financiamento em diversos bancos. Os contratos costumam variar quanto às condições. Aspectos como as taxas de juros e o prazo para o pagamento devem ser avaliados com atenção.

Documentação

Como qualquer linha de crédito, o financiamento imobiliário passa por alguns trâmites burocráticos, sendo obrigatória a apresentação dos documentos exigidos.

O comprador deve apresentar seus documentos pessoais (RG/CNH e CPF), comprovantes de renda e de estado civil. Se for o caso, é exigida a documentação do casal. O estado civil é comprovado pela certidão atualizada de nascimento ou casamento.

Já a comprovação de renda varia conforme a ocupação do comprador. Normalmente, são apresentados documentos como o contracheque, extrato bancário ou declaração de imposto de renda, sendo aceitos também outros comprovantes no caso dos autônomos. 

Se a intenção for utilizar os recursos do FGTS, será necessária a apresentação da carteira de trabalho.

Apuração da margem consignável

A margem consignável, baseada na renda comprovada, é apurada para definir o valor que pode ser financiado. A margem, normalmente fixada em 30% dos rendimentos brutos, indica a capacidade de pagamento — o valor máximo da parcela.

Muitos compradores fazem composição de renda para financiar um valor maior. A prática, que junta rendimentos de mais de uma pessoa para aumentar a margem, é tradicionalmente utilizada por casais.

Hoje em dia, porém, está liberada para qualquer pessoa. É preciso ter cuidado, pois todos os participantes da composição de renda tornam-se proprietários do imóvel.

Uma forma de reduzir o valor das prestações é dando uma entrada maior. Para isso, é possível utilizar os recursos do FGTS, dos quais falaremos à frente.

Minha Casa Minha Vida

O Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo, sofreu recentemente um conjunto de mudanças que abriu as portas para que mais pessoas possam financiar sua casa própria.

A renda familiar máxima para participar do programa foi aumentada de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil brutos. O teto máximo do valor dos imóveis que podem ser comprados também subiu, chegando a R$ 240 mil em SP, RJ e no DF.

A grande vantagem do Minha Casa Minha Vida está nas taxas reduzidas, que variam entre 5% e 9,16%, de acordo com a rendafamiliar mensal.

Tipos de financiamento imobiliário

Existem basicamente dois tipos de financiamento imobiliário: os que fazem parte do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e os do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A diferença básica entre os dois tipos está no limite dos valores do imóvel e do financiamento, que no caso do SFH variam periodicamente. Atualmente, o teto é de R$ 1,5 milhão. Em relação aos financiamentos que fazem parte do SBPE, não há limite de valores.

Os financiamentos pelo SFH apresentam algumas vantagens, como o limite das taxas de juros — que não podem superar os 12% ao ano e a possibilidade de utilizar os recursos do FGTS. O valor pode ser usado para compor a entrada ou abater/liquidar parcelas.

Em linhas gerais, para usar o FGTS, é preciso ter três anos de trabalho sob o regime (não necessariamente consecutivos), não ser proprietário de imóvel no município ou região metropolitana onde mora/trabalha e não possuir financiamento ativo no SFH em qualquer lugar do país. O imóvel também deve preencher requisitos específicos.

Agora que você já sabe como funciona o financiamento de imóveis, pode se planejar melhor para a compra da casa própria!

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