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Minha Casa Minha Vida: Programa faz venda de imóveis multiplicar em Uberlândia

27 maio 2009

Empresas que atuam no setor da construção civil em Uberlândia fazem um balanço positivo das vendas desde o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, pelo governo federal, em 13 de abril. Nos últimos 45 dias, as grandes incorporadoras dobraram as vendas de imóveis destinados à baixa renda, enquanto para empresas de menor porte, o volume de negócios cresceu até 400%, se comparado com dados do início do ano. Os empresários são unânimes ao afirmar que, aliado a uma perspectiva de melhora do cenário econômico, o programa habitacional se tornou uma ferramenta importante para a retomada dos negócios.

O Feirão de Imóveis da Caixa Econômica Federal — que em Uberlândia foi realizado entre 15 e 17 deste mês — também ajudou a alavancar as vendas. Em três dias foram aprovadas 1.240 cartas de crédito que totalizaram cerca de R$ 136 milhões. Destes, 515 contratos foram assinados perfazendo um total de R$ 40 milhões.

Entre as grandes empresas beneficiadas diretamente estão a MRV Engenharia e Participações S/A e a Rodobens Negócios Imobiliários, cujos imóveis não ultrapassam R$ 100 mil. O valor é limite estabelecido pelo governo federal para qualificar as moradias como de baixa renda.Já os preços dos apartamentos da Rossi Residencial — que em Uberlândia é responsável pelo empreendimento Rossi Piazza — variam de R$ 120 mil a R$ 180 mil e, por isso, não se enquadram no programa do governo federal. Ainda assim, segundo os administradores da empresa, as vendas aumentaram no embalo do aquecimento do mercado provocado pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Negociações são expressivas nas grandes empresas


De janeiro a março deste ano, segundo o gestor de marketing da MRV, Rodrigo Resende, a empresa negociou, em média, 30 imóveis por mês. “Agora este número saltou para 60. É um reflexo direto do programa Minha Casa, Minha Vida.” Ainda segundo Rodrigo Resende, dos quatro empreendimentos que totalizam 432 unidades, 205 já foram negociadas. “E outros negócios já foram encaminhados pelo Feirão da Caixa”, disse. Para o próximo semestre, a empresa vai lançar mais dois empreendimentos com 192 unidades.

As vendas da Rodobens também foram alavancadas pelo programa habitacional, uma vez que 75% das 768 unidades em fase de construção na cidade se enquadram nos quesitos. De acordo com o diretor-presidente, Eduardo Gorayeb, no fim do ano passado, diante do cenário de crise e a preocupação do mercado, as vendas estavam em baixa. “Em janeiro, fevereiro e março vendemos 35 casas”, disse.

Mas, nos últimos 30 dias, as negociações decolaram. “Depois do lançamento do programa, de 14 de abril a 14 de maio, vendemos mais de 100 imóveis; triplicamos os negócios”, afirmou. Em Uberaba, ainda segundo Gorayeb, as vendas saltaram de três unidades por mês para 20.

Já a Rossi Residencial, de acordo com o diretor regional em Minas Gerais, Frederico Kesller, foi beneficiada pelo clima de perspectiva de melhora do mercado financeiro aliado ao burburinho provocado pelo “Minha Casa, Minha Vida”. “Embora nossos empreendimentos não se enquadrem nas faixas de valores do programa, o clima positivo criado por ele fez com que a procura aumentasse. De janeiro a março nós vendíamos, em média, 10 apartamentos por mês. Agora este número aumentou para 20 imóveis”, disse.

As moradias da empresa custam entre R$ 120 mil e R$ 180 mil e também podem ser financiadas por outros programas habitacionais da Caixa Econômica Federal. “No último Feirão da Caixa tivemos 20 reservas e estamos concretizando as vendas”, afirmou Kesller.

Imóveis de até R$ 100 mil são mais procurados


Embora não tenha registros do número de empreendimentos em andamento em Uberlândia, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), Paulo Roberto Resende Ribeiro, afirma que as pequenas e médias empresas que atuam no setor também foram beneficiadas pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Como exemplo, ele cita o balanço da própria empresa, Britamix Construções. “Nos primeiros meses do ano vendíamos uma média de 10 apartamentos por mês. Depois do programa do governo federal lançamos um novo empreendimento e já vendemos 52 imóveis na planta”, afirmou.

A maior procura, de acordo com Paulo Roberto Resende, é por imóveis que possibilitem a uso dos subsídios previsto pelo programa, que podem chegar a R$ 17 mil. “A pessoa compra um imóvel por R$ 60 mil, por exemplo, e paga R$ 43 mil por ele. A queda do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] para o material de construção ajudou na retomada dos negócios e vai continuar ajudando”, afirmou.

Nos próximos meses, segundo o presidente do Sinduscon, os negócios devem melhorar ainda mais para as pequenas e médias empresas de Uberlândia. “A Prefeitura vai contratar as empresas que vão construir os imóveis para famílias que ganham de um a três salários mínimos. Acredito que estes empreendimentos não interessem às grandes e, por isso, acredito que sejam escolhidas empresas de Uberlândia mesmo”, afirmou.

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