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Será que eu dou conta de morar sozinho?

19 novembro 2018

jovem sentada na sala de seu novo apartamento usando o computador

Depois de anos morando com os pais, ou dividindo apartamento com amigos, bate aquela vontade de ter o seu próprio canto e morar sozinho. A ideia, no papel, parece maravilhosa e excitante, mas será que você tem condições financeiras de arcar com uma casa sozinho, sem passar aperto ou contrair dívidas?

Por mais que se esteja acostumado a ajudar com as contas da casa, assumi-las integralmente é sempre um baque, porque elas costumam ser mais numerosas – e altas – do que se imagina. As principais delas são as de água, gás e luz. As duas primeiras têm variações conforme o imóvel em que se mora, a depender do fato de haver rateio das taxas de consumo ou não entre todos os condôminos, bem como se o sistema de gás é via encanamento ou botijão.

Já a energia elétrica é sempre individualizada, e precisa de um pouquinho de controle para não atingir valores exorbitantes no final do mês. Pequenos cuidados como, por exemplo, evitar deixar luzes acesas desnecessariamente, regular a geladeira para um bom funcionamento, evitar banhos longos e o uso frequente do ferro de passar roupa e do secador de cabelo, vão ajudar a manter o valor da conta sob controle.

Atualmente, é raro quem consiga viver sem internet e TV por assinatura, de modo que é importante incluir essas duas despesas no total do orçamento da casa. Procure quais operadoras atendem sua região e pesquise valores e serviços oferecidos, para encontrar o que atende melhor suas necessidades, sempre cabendo no seu bolso.

A alimentação e os cuidados com a casa também precisam ser programados. Antes de ir às compras no supermercado, prepare uma lista com tudo que precisa comprar para a manutenção básica da rotina – além de otimizar o tempo que se passa empurrando o carrinho, esse método também ajuda a evitar gastos desnecessários, feitos por impulso diante das prateleiras.

Outras dicas importantes para não gastar muito com comida e produtos de limpeza é sempre comparar os preços de um lugar para outro, ficar atento às promoções que os estabelecimentos disponibilizam com frequência, e nunca, jamais, em hipótese alguma ir ao mercado com fome.

Por fim, mas não menos importantes, estão os gastos com o imóvel em si. No caso de um aluguel, coloque na ponta do lápis o valor mensal, acrescido das taxas de condomínio e IPTU, para saber quanto precisará desembolsar. Já se o apartamento for comprado, e haja um financiamento a se quitar, invista em um bom e detalhada planejamento financeiro, para ter segurança de que o fim do mês vai chegar, mas o dinheiro não vai acabar.

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