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Tenho orgulho de ser espartano

09 agosto 2010

Todo sábado, o empresário e engenheiro mineiro Rubens Menin, de 54 anos, vai para as quadras com amigos e alguns funcionários adeptos do esporte. Ele já foi campeão de tênis. “Hoje sou apenas um tenista aplicado”, afirma. Além disso, tomou gosto pela ginástica, que pratica duas vezes por semana, durante uma hora e meia, pela manhã. “Mais do que exercitar o corpo, o esporte exercita a mente e estimula o espírito competitivo”, diz Menin, também um enólogo

Meu avô era engenheiro civil. Meu pai e minha mãe também. Ela, aliás, foi a terceira engenheira de Minas Gerais. Formou-se pela UFMG em 1944. Trabalhou até os 70 anos e teve de parar, compulsoriamente. Com essa bagagem familiar, era natural que eu seguisse o mesmo rumo.

Houve um momento em que pensei na possibilidade de me tornar médico. Mas a genética da construção civil falou mais alto. Mesmo assim, virei uma espécie de doutor informal. Devoro livros e artigos de medicina. Chego até a dar dicas para os amigos sobre determinados tratamentos. Entender o corpo ajuda a viver melhor.

Tenho dois filhos engenheiros e uma filha advogada. E fui brindado com noras e genro médicos. Melhor, impossível.

Na infância, conversava muito com meu avô, Heitor. Era um grande sujeito. E muito bem informado, qualidade que considero vital para qualquer pessoa. Meu pai herdou isso dele, o gosto pela informação. Lembro de perguntar ao meu pai, desafiando-o, qual era a renda per capita da França ou a produção de aço na Rússia em determinado ano. Ele respondia tudo. Foi meu grande mentor, na vida e na profissão.

Acompanhar os indicadores de um Município ou Estado me dá a possibilidade de enxergar oportunidades de negócios que os concorrentes ainda não viram. Aprendi com meu pai que ler estatísticas é algo fundamental para qualquer atividade.

Convenci meu pai a comprar um terreno onde pudéssemos erguer uma casa para meus tios. Por sorte, encontramos um lote na mesma rua em que morávamos, a Rua dos Maçaricos, Zona Norte de Belo Horizonte. Foi minha primeira obra. Dali partimos para a construção de outras casas populares. Foi o embrião da MRV.

Comecei a empresa em 1979. Três anos depois, veio uma crise econômica brava. Lembro que das 16 construtoras populares que atuavam em Minas Gerais, 15 fecharam as portas. Eu insisti.

Anos depois veio o plano Real e a maré virou. A cultura de cortes de custos implementada nos tempos de vacas magras foi essencial para que entrássemos em boa forma na era da estabilidade econômica. Tenho orgulho de ser espartano. E de ter criado, no Brasil, o conceito de padronização de imóveis.

A MRV participou da elaboração do projeto Minha Casa, Minha Vida e é o maior operador do programa. Nossa meta, agora, é entregar 70 mil casas por ano, o que nos levaria à condição de maior construtor do mundo. Isso deve ocorrer até 2015.

Sempre levo marmita [trabalho] para casa. Faço isso porque no dia a dia da empresa é difícil se concentrar durante horas em uma única tarefa. Mesmo assim mandei instalar uma luz vermelha na porta do meu escritório na MRV. Quando preciso me concentrar, durante o expediente, eu aciono a luz. Aí, ninguém entra. É o sinal de “chefe trabalhando”.

Fonte: Época Negócios

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